Vila Nova de Gaia <br> e Barreiro
Propostas para o Associativismo
A CDU de Vila Nova de Gaia promoveu, no dia 5, um encontro com a comunicação social para divulgar uma declaração programática sobre «Associativismo». Nesta iniciativa participaram Jorge Sarabando e Agostinho Santos, cabeça-de-lista e candidato à Câmara Municipal, respectivamente, e Paula Baptista, que encabeça a lista à Assembleia Municipal.
Para a CDU «é urgente uma mudança» no associativismo, podendo este ser «parte activa num renascimento cultural e desportivo do concelho de Gaia, um parceiro mais activo e diligente no âmbito da solidariedade social».
Neste sentido, a CDU propõe criar «um plano de emergência para financiamento de projectos em curso nas colectividades, com prioridade para aqueles em que a Câmara tenha assumido compromissos» e «uma carteira de projectos associativos de interesse municipal para os quais a Câmara assegure uma comparticipação financeira», «promover um encontro anual das colectividades de Gaia e a formação de um conselho consultivo» e «retomar a realização dos jogos juvenis de Gaia».
A Coligação quer ainda «assegurar reduções ou isenções de preços na utilização dos equipamentos, com prioridade para os escalões de formação e melhorar o apoio em transportes», «dinamizar a Casa da Juventude e o Conselho Municipal de Juventude» e «promover a cooperação inter-associativa, bem como escolas, centros de dia e de convívio, no âmbito da Cultura e do Desporto».
Denunciar a ofensiva
No dia 11, a CDU do Barreiro promoveu uma sessão sobre as medidas de ofensiva contra os direitos dos trabalhadores da Função Pública, os serviços públicos e o Poder Local. Neste debate, moderado por Paulo Fernandes, participaram, entre muitos outros, Carlos Humberto (cabeça-de-lista à Câmara Municipal), Ana Avoila (coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública) e Macário Dias (do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local).
Na sua intervenção, Carlos Humberto recordou as consequências das políticas dos anteriores governos do PS e do actual, de coligação PSD/CDS, bem como os «acordos feitos pela troika portuguesa (PSD, CDS e PS) e pela troika internacional, que impôs um conjunto de medidas e restrições».
«Os trabalhadores da Administração Pública têm vindo a ser penalizados, nos salários, ao nível da ADSE, de carreiras que não têm evoluído, ao nível das horas extraordinárias, e com a imposição de 40 horas de trabalho semanais – que entrará em vigor a 29 Setembro –, entre outras questões. Tem sido, em geral, um conjunto de consequências duríssimas e sucessivas, como também o têm sido as medidas contra o Poder Local, como a redução da transferência de verbas para as autarquias, do número de dirigentes, de trabalhadores e de freguesias», salientou o candidato da CDU, admitindo que «hoje é extraordinariamente mais difícil gerir a Câmara face às exigências da Lei dos Compromissos».